Quem ousará pescá-lo com anzol
Ou atar-lhe uma corda na garganta?
O medo habita em volta dos seus dentes.
Soberbas são as linhas do seu corpo
Blindado, com as barbas que se apertam;
E uma à outra unidas de tal sorte
Que nem o vento entre elas passaria.
Um fumo espesso sai-lhe das narinas
Como duma caldeira fumegante.
Há força enorme atrás do seu pescoço
E em seu redor há só devastação.
E os músculos do corpo tão unidos,
Fundidos entre si, inamovíveis.
Seu coração é duro como a pedra,
Duro como a bigorna do ferreiro.
Ferve o fundo do mar quando mergulha
E volta como um vaso de perfume.
Atrás dele há um rasto rutilante.
E o abismo das águas se constrói.
EMANUEL FÉLIX
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