A maioria vem do Reio Unido, cerca de 300, e os restantes, sobretudo de
Brasil, França e Espanha. A estes novos residentes, que escolheram o Fundão
pelo contacto que a natureza lhes proporciona criando eco-comunidades,
juntam-se os 26 refugiados que o gabinete para a inclusão está a integrar, os
25 trabalhadores do centro de trabalho temporário que vêm do Nepal, a
residência de estudantes, de S. Tomé e Príncipe, que estudam na escola
profissional e as 32 nacionalidades que a empresa Altran acolhe no centro de
negócios.
Daí a importância do subtema do festival literário que dedica a sua
quinta edição às migrações, como referiu esta manhã, na conferência de imprensa
de apresentação do festival, Alcina Cerdeira, vereadora com o pelouro da
cultura.
“Este ano quisemos trazer um tema importante e actual, as migrações,
que vieram mudar a paisagem cultural e social do concelho do Fundão.”
Um tema que é um desafio para os convidados: escritores, ensaístas e
jornalistas.
“Foi sempre a nossa política conjunta, conseguirmos fazer deste
encontro, um encontro intercultural, todos eles têm uma obra criativa e
literária publicada, alguns na área do ensaísmo e do jornalismo, disto vai
resultar uma troca de opiniões diferente, a ideia de os misturar nas diferentes
mesas é propositada, para termos três perspectivas diferentes.”
Segundo a directora do festival, Margarida Reis, todos os convidados
dispensam apresentações, por serem conhecidos do público e terem uma vasta obra
publicada.
Alexandra Prado Coelho, Bernardo Pires de Lima, Bruno Vieira Amaral,
Fernando Pinto do Amaral, Filipa Martins, Francisco José Viegas, Inocência
Mata, João Morgado, José Milhazes, Liliana Ferreira, Luís Filipe Castro Mendes,
Maria João Ruela, Onésimo Teotónio de Almeida, Possidónio Cachapa, Raquel Ochoa
e Raquel Varela são os convidados da quinta edição do festival literário da
Gardunha organizado pelo município do Fundão e A23 Edições.
As conversas decorrem nos dias 26 e 27 de Outubro, na Moagem, mas o
festival começa no final da tarde de sexta-feira com uma homenagem a Manuel da
Silva Ramos. O escritor covilhanense, que está a assinalar 50 anos de vida
literária, vai ser homenageado na biblioteca municipal Eugénio de Andrade, no
dia 25 de Outubro, às 18h, numa mesa de
amigos e apreciadores da sua obra.
“Teremos uma mesa bem composta, com pessoas que trabalharam a sua obra,
quer em termos de crítica, quer em termos de prefácio, ou opinião e que são
Fernando Paulouro, Rui Zink, Tiago Salazar, Miguel Martins, Miguel Real e Mário
Fernandes.
Um concerto, no Octógono, no sábado à noite, com a Orquestra de Jazz de
Matosinhos, vai trazer música à literatura, numa viagem pelos tempos do jazz.
Paula Brito
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