Deixem que o esperma de um homem apodreça sozinho numa curcúbita de vidro selada contendo esterco de cavalo no maior grau de putrefacção, durante quarenta dias ou até que comece a ganhar vida, a mexer-se e a agitar-se, o que poderá ser visto com facilidade. Passado esse tempo, ele parecer-se-á um pouco com um homem, conquanto transparente e sem corpo. Ora, depois disso, caso seja todos os dias, cautelosa e prudentemente, alimentado com o arcano do sangue humano e seja, durante quarenta semanas, mantido a uma temperatura constante, igual à do esterco dos cavalos, ele tornar-se-á uma verdadeira criança viva, com todos os membros de uma criança nascida de uma mulher, mas muito mais pequena. É a isto que chamamos um homúnculo.
Paracelso
(Tradução: Miguel Martins)

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