Trocam a alma pela vida; naturalmente, depois, nem alma nem vida
— só electrodomésticos, uma auto-estima cotada em bolsa,
uma vegetação rasteira de afectos à medida das redes sociais.
Dos discos da adolescência, (no melhor dos casos) uma memória reprimida;
quanto à guitarra, quando teriam tempo é difícil comprar cordas.
Só a Realpolitik não é para
tolos ou para génios nefelibatas
com que não ousam comparar-se e que, em todo o caso, nunca levarão a
água
ao seu (deles) moinho, pelo que o melhor é mantê-los em casa, (no
máximo)
com uma manta e um quantum satis
de espumante e ovas de salmão.
Trocam a alma pela vida; a sua alma (também) pela nossa vida.
Miguel Martins
13/04/26
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