FERRO EM BRASA | Filipe Homem Fonseca e Miguel Martins
Sinopse gentilmente cedida a desoras pelos autores, para descrever esta novela ou coisa que o valha:
«Ferro em Brasa é um linguadão dos antigos, pré-Covid, nas beiças de Alfred Jarry. É uma flauta de negaça. É tudo o que Homero e Camões teriam escrito se tivessem menos génio e uma Famel. É Giotto + Pollock + digitintas. É um bico-de-obra, essa é que é essa. É um PPR no BPN. É um filho da Pia Zadora com o Kareem Abdul-Jabbar. Urdido com candura rupestre por dedos de panarícios maculados, poder-se-á dizer que narra a Quase-Odisseia de um homem fumador de barras de dinamite, a relação incestuosa que manteve com a onda de Hokusai, e o seu papel químico no trágico destino de mil Sósias-Simétricos em letra de corpo oito. Poder-se-á também dizer o avesso de tudo isto, sem que daí venha outro mal ao mundo para além de azulejos rachados, ardósias garatujadas a giz com nomes de animais-comida e respectivo preço, o estudo dos chimpanzés da Tanzânia por Nishida e Hosaka, as montras de bolos e roupas e electrodomésticos, o cumprimento de horários, os atrasos, uma telefonia desligada, a frescura de um crime ocasional, algarismos entre chavetas, feridas saradas, despedidas voluntárias e guardanapos manchados.»
Filipe Homem Fonseca, lisboeta da colheita de 1974, autor de romances, contos, poemas, filmes, documentários, séries de televisão e peças de teatro. Miguel Martins (Lisboa, 1969), trinta livros publicados.
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