segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Qualquer dia não saímos de casa: Steinway Spirio | The Best Piano in the World Now Plays Itself!

Discover the Steinway Spirio. See how you can have the world's best artists, playing your own Steinway, via the touch of an iPad.

Documentary: Nicolas Autheman's Les lampes de Manet (2025)


Quand une scène de vie nocturne peinte par Édouard Manet – "Un bar aux Folies-Bergère" (1882)  ouvre sur un nouveau monde : celui de l’invention de la lumière électrique et, plus inattendu, des échanges entre l’Europe et le Japon… Narré par Vincent Dedienne, un nouvel opus de la collection qui raconte, via une œuvre, une histoire connectée du monde.

C’est l’une des pièces maîtresses de la collection de la Courtauld Gallery à Londres – et l’un des tout derniers tableaux peints par Édouard Manet, qui l’achève en 1882, quelques mois avant sa mort prématurée. Un bar aux Folies-Bergère est l’une de ces scènes de vie parisienne si prisées par le Groupe des Batignolles, dont fait partie l’artiste dandy : debout au centre de la composition, une serveuse blonde, Suzon, regarde au loin, l’air absent. Sur le comptoir devant elle, des bouteilles de champagne et de bière, qui traduisent la diversité du public de ce lieu de nuit festif, où bourgeois et prolétaires s’encanaillent de concert. À l’arrière-plan, un grand miroir renvoie un reflet étrangement décalé. La lumière y est blanche, crue, comme en plein jour : elle émane de globes ronds comme des pleines lunes – d’extraordinaires lampes électriques, parmi les toutes premières de l’histoire.

"Monde flottant"
C’est l’histoire d’un tableau qui raconte la fin d’un monde et le début d’un autre. Dans cette enquête artistique, narrée avec malice par le comédien Vincent Dedienne, on entre dans la composition par le détail des lampes, qui à elles seules racontent l’incroyable basculement dans la modernité qu’est l’invention, en cette fin de XIXe siècle, de la lumière électrique. En se penchant sur cette technique révolutionnaire, l’investigation suit les expérimentations de Thomas Edison et nous emmène jusqu’au Japon. Le pays, qui s’ouvre alors pour la première fois au reste du monde, lui offre à la fois le précieux filament en bambou des ampoules à incandescence, et une esthétique qui laissera dans l’art occidental une trace indélébile. Et si l’étrange posture de la jeune serveuse de Manet traduisait ce "monde flottant", représenté dans les estampes d’Hokusai ou d’Hiroshige ? Un voyage aussi passionnant qu’inattendu à travers les siècles et les continents, nourri par les perspectives de nombreux intervenants – un éclairagiste des Folies-Bergère, des moines shintô, une éditrice d’estampes à Tokyo, un ancien mineur du Nord-Pas-de-Calais…

Documentary: Mathieu Schwartz & Anaïs Van Ditzhuyzen's Les trésors oubliés de la médecine arabe (2025)


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026


 (Thanks, Carlos.)

Lieve Meersschaert (1945-2026)...


 ... que, através da Lut Caenen, conheci de raspão no lançamento do meu último livro.

John Guillermin



 

Marshall Sahlins: Anthropology

 


Um amor de dois perfumes

 

Cantando junto dum lago,

Macio como o seu olhar,

Que se não evaporava

Só para ouvi-la cantar,

A branca visão serena,

Tão leve como a neblina,

Tinha a voz húmida e pura

Como a da luz matutina.

Se ao lírio Deus desse o canto

E desse voz à estrela,

Nunca, a estrela ou o lírio,

Cantariam como ela.

Encantada, que encantava

Fora das humanas normas,

Era uma luz cinzelada,

Ou um aroma com formas.

A seus pés, o manso lago

Desfalecia em desejos,

Com a água arrepiada

De carícias e de beijos.

Um trovador, que os seus olhos

Conseguiram enlear,

Um trovador que ela amava,

Certo dia a quis beijar;

Da visão se evaporaram

As formas tão olorosas,

Deixando toldado o Ar

Com um perfume de rosas.

— Não me beijes que te encantas —

Longínqua voz murmurou

Alá não quer que me beijem;

Inda ninguém me beijou… —

Junto ao lago adormecida,

Achou-a o trovador,

Numa noite em que as estrelas

Andavam tontas de amor.

O lago enrolava as ondas,

Para ver se a alcançava,

E, ao cimo dessas ondas,

Beijos de prata mandava.

O trovador, de joelhos,

Tremendo de comoção,

No peito ouvia ruflar

As asas do coração.

Ia, afinal, dar-lhe um beijo,

Tê-la, afinal, entre os braços;

Com ciúme e raiva, os astros

Rugiam pelos espaços.

Poisou o beijo infinito

Na boca fresca e mimosa,

Como uma asa de luz

Que poisa sobre uma rosa.

Realizou-se o que, Alá,

Já havia anunciado:

Beijou-a, evaporou-se,

Ficou também encantado…

Dois perfumes que voaram

Nessa noite alva e serena…

Por não tornar mais a vê-la,

Finou-se o lago de pena.

Erram, talvez, pelo Céu,

Entre os astros e as procelas,

Espalhando com os beijos

Novos enxames de estrelas;

Ou quem sabe, se na terra,

Prendeu Alá, esse amor,

E se vivem hoje os dois

No cálix dalguma flor!


João Lúcio

AMANHÃ


 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

3 X João Moreira

João Moreira (Lisboa, 2004) iniciou os seus estudos musicais aos 16 anos, com o compositor David Miguel, na Academia de Música de Telheiras, onde foi apresentado ao mundo da música contemporânea.
Em 2021, foi um dos seis vencedores do concurso MATA Jr, o que resultou na estreia de uma obra para quarteto de cordas, em Nova Iorque, pelo Bergamot Quartet.
Desde então, participou em Masterclasses com Pierluigi Billone, Franck Bedrossian e Luís Naón, teve a oportunidade de discutir a sua música com compositores como Mark Andre, Samuel Andreyev, Jaime Reis e João Quinteiro, entre outros, e de ver o seu trabalho apresentado em seis países diferentes, ao trabalhar com agrupamentos como o PHACE Ensemble, Bergamot Quartet, Solem Quartet, ConcrèteLab, Ars Ad Hoc, solistas como Irvine Arditti (Arditti Quartet), Éric-Maria Couturier (Ensemble Intercontemporain), Tiago Coimbra e a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP).
Foi também estudante bolseiro na Royal Academy of Music, em Londres, onde durante um ano foi acompanhado pela compositora Helen Grime. Actualmente estuda Artes e Culturas Comparadas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e tem o seu trabalho publicado pelo Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa.


 


 



 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026