Extra Light
segunda-feira, 23 de março de 2026
Documentação gentilmente cedida por Luís França...
Schubert: Die Forelle, D. 550 (1817) (lyrics by Christian Friedrich Daniel Schubart)
The trout
In a bright little stream
Shooting past in carefree haste
Was a capricious trout,
Going off like an arrow:
I stood by the edge of the water
And in sweet peace I watched
The lively little fish as it bathed
In the clear little stream.
A fisherman with his rod
Was standing on the bank, though,
And cold bloodedly he watched
As the little fish twisted.
So long as the bright water
Is not disturbed, I thought,
He won’t be able to catch the trout
With his fishing rod.
But in the end the thief felt
That it was taking too long; he made
The little stream treacherously cloudy:
Before I realised it,
His rod started twitching;
The little fish wriggled about on it;
And I, with my blood boiling,
Watched on as she was tricked.
(Translation: Malcolm Wren, in https://www.schubertsong.uk/text/die-forelle/)domingo, 22 de março de 2026
Hoje...
... depois de traduzir das 4h30 às 11h, fui à Feira de Velharias de Algés (4º Domingo de cada mês) e comprei um cachimbo em 2ª mão;
de seguida, fui ao Estoril, almoçar num restaurante de fast food acerca do qual tinha lido e que se revelou muito bom (dentro do género, claro)...
... e, pelo caminho, ainda vi um encantador Vespa 400 como o desta foto:
sábado, 21 de março de 2026
Novo episódio do podcast O Poema Ensina a Cair
sexta-feira, 20 de março de 2026
Ana Isabel Soares - Um disco: Glossolalia, A Favola da Medusa (2024)
quinta-feira, 19 de março de 2026
Saudades deste querido amigo...
... que editei e com quem fiz algumas leituras de poesia.
quarta-feira, 18 de março de 2026
terça-feira, 17 de março de 2026
Hoje...
... depois de traduzir, das 5 às 11h30, decidi deixar de fumar cigarros, fiz a barba à passa-piolho*, fui sozinho a Cascais, almocei frango assado no Dom Manolo, comprei um cachimbo...
... e um livro...
... escrevi um poema...
Poucos, cada vez menos, compreendem
o trabalhoso, requintado prazer do desconforto,
as calças rasgadas, as camisolas puídas,
as repetitivas conservas e o arroz branco,
arroz, arroz, arroz, dia sim, dia também,
branco como a cal das valas comuns,
a estética do processo a jusante dos fins,
isto é, as infinitas possibilidades da imaginação.
Poucos, cada vez menos, compreendem
a estupidez da objectividade —
científica,
filosófica, ensaística — que, atendo-se aos sentidos
e à razão, oblitera tudo o mais, o imaginado,
o imaginável e o inimaginável, tudo
quanto torna a vida suportável e merecedora
de ser vivida, o corpo pelos campos,
o cérebro sempre dentro de água,
chilreios melodiosos nos ouvidos, o mar
a abeirar-nos os pés no lancil do passeio
e Xenakis, Varèse, Derek Bailey rindo como crianças
da inexistência de botões numa túnica.
Muitos, cada vez mais, escarnecerão
deste poema. O luar é, definitivamente, tartamudo
— há que aguardar a sílaba seguinte;
i-las colando com ânsia e paciência.
Miguel Martins
Cascais, 17/03/26
























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