Extra Light
sábado, 30 de maio de 2026
The King's Breakfast
The King's Breakfast
The King asked
The Queen, and
The Queen asked
The Dairymaid:
"Could we have some butter for
The Royal slice of bread?"
The Queen asked the Dairymaid,
The Dairymaid
Said, "Certainly,
I'll go and tell the cow
Now
Before she goes to bed."
The Dairymaid
She curtsied,
And went and told
The Alderney:
"Don't forget the butter for
The Royal slice of bread."
The Alderney
Said sleepily:
"You'd better tell
His Majesty
That many people nowadays
Like marmalade
Instead."
The Dairymaid
Said, "Fancy!"
And went to
Her Majesty.
She curtsied to the Queen, and
She turned a little red:
"Excuse me,
Your Majesty,
For taking of
The liberty,
But marmalade is tasty, if
It's very
Thickly
Spread."
The Queen said
"Oh!:
And went to
His Majesty:
"Talking of the butter for
The royal slice of bread,
Many people
Think that
Marmalade
Is nicer.
Would you like to try a little
Marmalade
Instead?"
The King said,
"Bother!"
And then he said,
"Oh, deary me!"
The King sobbed, "Oh, deary me!"
And went back to bed.
"Nobody,"
He whimpered,
"Could call me
A fussy man;
I only want
A little bit
Of butter for
My bread!"
The Queen said,
"There, there!"
And went to
The Dairymaid.
The Dairymaid
Said, "There, there!"
And went to the shed.
The cow said,
"There, there!
I didn't really
Mean it;
Here's milk for his porringer,
And butter for his bread."
The Queen took
The butter
And brought it to
His Majesty;
The King said,
"Butter, eh?"
And bounced out of bed.
"Nobody," he said,
As he kissed her
Tenderly,
"Nobody," he said,
As he slid down the banisters,
"Nobody,
My darling,
Could call me
A fussy man -
BUT
I do like a little bit of butter to my bread!"
A. A. MILNE
segunda-feira, 25 de maio de 2026
domingo, 24 de maio de 2026
sábado, 23 de maio de 2026
Nam June Paik...
... importantíssimo artista, por várias vezes evocado neste blogue, do qual, em 1996, vi uma excelente exposição na Culturgest.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Não sou particularmente boa pessoa.
Não tenho especial bom gosto.
A minha família é como as demais.
As coisas muito boas desperdiçam-se em mim.
Dentro dos limites do razoável burguês,
qualquer coisa me serve.
Prefiro conversar com um velejador solitário,
um condutor de tanques de guerra,
um taxista de Istambul
do que com um pensador da pós-modernidade
ou um poeta de palavras astuciosamente enclavinhadas.
Mais: prefiro despir uma operária de Manchester
a qualquer coisa dessas
(por mim, tudo à minha volta estaria em trânsito constante).
Não sou muito competente em nada,
a preguiça não ajuda
e a pressa inexplicável muito menos.
Sou imediatista:
materialista e anárgiro.
Tenho uma aproximação instrumental aos sonhos
e uma abordagem nefelibata às coisas práticas
(é óbvio que se pode ser volúvel sem se ser gelatinoso).
Habituei-me a depender dos outros,
a contar com eles
e a não me considerar, sequer, em dívida.
Húbris sem némesis.
Tenho todo o tipo de preconceitos.
Apoio-me num andaime de suficiências reveladas.
A avidez tomou em mim o lugar da razão e da justiça.
Demagogia por demagogia, mais vale nenhuma
e a retórica é uma canseira.
É preciso muita objectividade para viver tão enovelado
e é preciso viver muito enovelado para ser tão objectivo
(de igual modo, tenho de ter muita saúde para ter tão pouca
— a gordura armazenada nas bossas dos camelos
ou um acaso genético
ou um sofá herdado).
Ora bem: dito isto,
sou dos tipos menos desinteressantes que conheci.
Tenho olfacto para animar qualquer sala durante meia hora
e só não me dão de beber em ambientes daquela miopia
— empedernidamente fúnebre —
que se topa à légua pela acne tardia,
a pele amarelada,
a cara emaciada dos que só têm uma (e logo assim!),
gente que não sabe soldar dois arames
e faz minetes como os gatos bebem leite.
Miguel Martins
09/03/2020






+crop+2.webp)







.jpg)
























