À 2ª os museus estão
fechados.
É o nosso dia
favorito para o picnic das confidências.
Olho para o Amadeo e
falo-lhe da Vieira que tive nas mãos.
Fita-me abrindo os
olhos no meio daquela partida de xadrez, como que a dizer: és um gajo sortudo.
Relembro a memória e
agarro o repolho roxo do Eduardo Luíz.
Há que ter calma.
Só quero saborear
aquele verde “pistache” do Mário Botas.
Sorrimos um para o outro.
Gosto da nossa
malandragem, aponta ele.
Ok.
Tenho inveja da
cozinha de Manhufe, atirei eu, em forma de convite.
Timidamente
escondeu-se na viola, e ofereceu ao céu as cores que lhe faltavam.
Os galgos farejaram o
nosso delírio e deitaram-se com o único deus que os soube criar.
Amadeo, saiu da tela,
limpou os pés no pincel, e levou a cabeça do Santa-Rita para o passeio das
horas sem tempo.
António de Miranda
Obrigado! Abraço.
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